quarta-feira, 21 de outubro de 2015
A Filosofia, a Arte, a Religião e a Essência
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Da Imitação de Cristo
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Notas Sobre Amizade, Verdade e Cristo
A Origem do Mal
Esse pequeno ensaio de filosofia tende a compreender algo que é enigmático: a origem do mal. Por tanto, deixa parcialmente de ser um mistério quando compreendemos que não existe uma equivalência entre o bem e o mal ou entre a verdade e a mentira, mas que o Bem e a Verdade são elementos fundamentais para a existência daquilo que se contrapõe a eles, sem um sentido de equivalência, mas no sentido de dependência, preservando a hierarquia dos valores intacta. Sendo assim, a origem do mal está, por exemplo, no abuso do bem, ou na malversação do bem a partir da própria liberdade humana que tem na degeneração uma possibilidade para que a própria liberdade seja, por tanto, completa. É como compreendêssemos a razão pela qual no próprio Paraíso Deus tivesse colocado próximo da Árvore da Vida, a árvore da perdição: a Árvore do Conhecimento do Bem e do mal.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
A Liberdade como Algo a Construir
É com lutas que a gente descobre que a liberdade é algo que se conquista a duras penas. Com isso se vê que é mentira que nascemos livres. Liberdade se constrói, e se a recebemos por herança podemos dissipá-la em uma irresponsabilidade que resultará em escravidão. Isso vale para indivíduos e para os povos.
A Desumana Vontade de Potência
Ler Nietzsche é de fundamental importância para a compreensão de determinados mecanismos psicológicos que, entre outras coisas, tendem a permear o mundo de uma culpa e ressentimentos que não são reais, já que fomentados através de um mecanismo maquiavélico que convertem em mal tudo aquilo que, na verdade, é bom. Este insight de Nietzsche possui, podemos afirmar, uma verdade eterna e funciona mesmo quando analisamos, por exemplo, discursos de viés socialista - Nietzsche tinha uma aversão visceral ao marxismo ou ao socialismo por causa da utilização venenosa desses movimentos da moral na instilação do ódio e desconfiança em meio as pessoas.
A estrutura do pensamento nietzscheano jamais pode ser dispensada e deve sim ser estudada. No entanto o conceito de liberdade absoluta ou de "vontade de pontência", assim como a ideia de "abolição da moral", ou mesmo a ideia de que é o mais forte quem cria a moral, o Super-Homem - ideia que antes de ser concebia por nietzsche já fora destruída por Dostoiévsky (que escreveu ideias seminais que Nietzcshe veio a desenvolver posteriormente) -, é, se não pernicioso, fundamentalmente perverso e que se levada a cabo poderia fazer emergir o Caos através de uma batalha apocalíptica entre deuses no alto da torre do Mundo, como disse G. K. Chesterton.
Uma coisa é ler Nietzsche, outra coisa é reter aquilo que é bom, e outra coisa completamente diferente é transforma-lo de maneira imerecidamente em uma pedra angular de reflexão para uma moral cristã ou humana que ele mesmo detestava e que ele mesmo não possuía. A suposta máxima nietzscheana de que a moralidade é imoralidade é uma das coisas mais desumanas que existe, pois, entre outras coisas, ela não leva em conta as limitações humanas, a incapacidade da comunidade humana de viver por meio de saltos, já que lerda demais para refletir sobre o fundamento das convenções, prescindindo delas, pois tal liberdade advinda da abolição dos costumes é - como ele sabia - para quem tem nervos de ferro. Mas o homem é pó e cinza, é uma flor cuja glória não dura um dia, condicionado por todos os lados. A vontade de potência é algo a ser exercido por poderosos e, sempre e sempre, mesmo a contra-gosto dos sensíveis, em detrimento dos mais fracos. É o princípio do afundamento em uma loucura que o próprio Nietzsche experimentou.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
A Degeneração da Crítica da Religião
Da Degeneração das Virtudes
E parafraseando Dostoiévsky, podemos dizer: Do amor sem critérios, chegamos ao Inferno.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Hegel e a Ascensão do Homem a Deus
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Das Pessoas que Enchem o Mundo de Amor
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
A Ordem e a Anarquia
Quando olho para algumas políticas desastradas que alguns países implementaram em outros países em nome do "progresso", do "novo" contra o "anacrônico" ou o "ultrapassado", como foi a política "progressista" de Obama em nome da "democracia laica" na Líbia - o que, feito de forma mal feita, abriu um vácuo tenebroso naquele país que permitiu ele entrar em estado de anarquia, vindo a força organizada do ISIS e o engolindo com a boca escancarada -, sempre tenho em mente uma frase do Russell Kirk:
"A grande linha demarcatória da política contemporânea, como Eric Voegeling (1901-1985) costumava apontar, não é a divisão entre liberais, de um lado, e totalitários, do outro. De um lado daquela linha, estão todos os homens e mulheres que imaginam que a ordem temporal é a única ordem que, as necessidades materiais são as únicas necessidades e que podem fazer o que quiserem do patrimônio da humanidade. Do outro lado da linha estão todos os que reconhecem a existência de uma ordem moral duradoura no universo, uma natureza humana constante e sublimes deveres para com a ordem espiritual e a ordem temporal" (KIRK. A Política da Prudência. p. 115).
Ou seja: a Ordem é algo incriado, e que é feito para o homem e o homem é feito para ela, como diria também o sábio filósofo. E tenho cá para mim que a Ordem, as regras consolidadas, as instituições, organizações humanas, o senso de hierarquia, a compreensão da necessidade de valores e regras duradouras são coisas fundamentais que garantem a paz que o homem necessita, e que devem perdurar pelos tempos em favor, e não contra, o homem, já que respeita, e muito, a natureza do próprio homem, que não pode ser reinventada a cada dois minutos para se adequar ao "novo". O homem deseja constância, perenidade e, em última instância, uma eternidade que deve ser refletida nas estruturas e ações levadas a cabo no Mundo presente.
A dificuldade com a visão dos libertários - que alimenta o raciocínio tanto dos capitalistas brutais, como dos "progressistas" de esquerda - é que ela não consegue enxergar que a liberdade absoluta - que degenera em anarquia ou niilismo - não é um negócio a favor dos homens, mas algo que cria um campo perfeito para a ação ilimitada dos mais fortes e dos mais poderosos, já que os valores, os tabus, as regras, as convenções consagradas, Igrejas, a moral etc. (e não a revolução permanente), são barreiras que freiam as liberdades que dariam aos malignos o poder absoluto, como diz o apóstolo Paulo na segunda carta aos cristãos de Tessalônica: " Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda" (II Ts 2:7,8), ou seja: a resistência contra o avanço da iniquidade só pode ser possível por meio do desejo de conservação de valores consagrados como a Ordem.
O caso da Líbia - e o da Primavera Árabe, como um todo -, ainda é algo a ser profundamente estudado e refletido, já que a evidência de que algo deu errado por lá não pode ser sustada em nome da consideração sobre um "simples erro de cálculo", nos levando a concluir que a política, ou as ações humanas em geral que visam uma liberdade sem ordem está fadada a ter como resposta uma ordem sem um mínimo daquela liberdade que está em acordo com a essência humana, já que fomentará é a traição e a supressão total dela.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Uma Pequena Reflexão Sobre os Princípios
Sobre as Coisas Permanentes
A questão relacionada à concepção do que viria a ser “natural”, ou não ser “natural”, pode parti de um ponto de vista ou de outro, é lógico. No entanto, a ideia de “natural”, como a defino aqui, não é necessariamente a de natureza biológica, pois esta noção de natureza fundida com a noção de biologia é uma criação recente do empirismo. Não possui, grosso modo, quinhentos anos.
Quando digo “natural” eu recorro a uma tradição antiga que a compreende como ordem, e de uma ordem que, no mínimo, é captada pela razão humana – já ouviu falar de “luz natural da razão”?
A natureza biológica não pode definir aqui o que viria a ser “natural”, ou “racional”, pois algumas noções de ordem não são implícitas no modo de ser de natureza, pois, por exemplo, não poderíamos retirar um modelo de família a partir dos macacos bonobos, já que estes, via de regra, cometem incestos e pedofilia. Não é deste natural que eu digo. Falo, como fala Russell Kirk, da existência de um princípio de ordem, de coisas imorredouras e permanentes, ou de uma ordem moral (no sentido de morus, ou costumes) duradoura, pois, nas palavras dele, “Essa ordem é feita para o homem e o homem é feito para ela: a natureza é uma constante, e as verdades morais são permanentes” (KIRK. Política da Prudência. p. 104).
Sendo assim, tais ordens são transcendentes no curso do tempo, são maiores do que o período de uma vida humana finita, e permanecem para muito além dela. Isso não está relacionado com religião e não depende dela, já que pode ser vista como uma constante em várias culturas. Por exemplo, a ideia de família é majoritariamente imutável em diversas culturas, e pode muito bem resistir ao tempo sem necessidade de ação humana. A ideia de hierarquia de valores, a supervalorização da vida intelectual, as hierarquias de poder, são, necessariamente, coisas indestrutíveis e permanente, e por mais que se façam arranjos isso não pode se prolongar de maneira indefinida no tempo. Uma das coisas que podemos chamar de “anti-naturais”, é, por exemplo, a tentativa de supressão da singularidade, individualidade e variedade humanas por meio da tentativa de forçar uma igualdade – seja intelectual, seja de beleza humana e até econômica – por meio da política. O programa de revolução cultural na China, por exemplo, só prova como a tentativa de estabelecer uma nivelação cultural pode ser opressor e anti-humano. Esse programa se constituiu, basicamente, da tentativa de nivelar culturalmente a população chinesa, e como elevar toda a população ao nível dos gênios se mostrou impossível, logo se tomou a via mais fácil: o governo caçou de maneira sangrenta todos os gênios e opositores da revolução (sobrando apenas aqueles pertencentes ao Partido responsável por manter a igualdade – com exceção deles mesmos) para que todos fossem UNIFORMIZADOS em suas almas, por assim dizer – o que, evidentemente, não deu certo também.
É aqui que encontramos a dignidade de uma filosofia conservadora, pois ela é a única que pode tolerar a diferença concreta no mundo, já que sabe que, historicamente, a uniformidade humana é algo materialmente e absolutamente impossível. Nesse sentido podemos afirmar que a hierarquia social e a variedade é algo INTRÍNSECO e constitutivo da própria sociedade e de grupos sociais. Todas as tentativas de suprimir isto na história em nome da paz acabou em uma violência inimaginável, sendo esta violência infinitamente superior àquela que eles diziam estar combatendo. Desta forma – e pego o historiador Niall Fergusson como referência -, existem coisas que são como leis na história, e é com base neste tipo de lei (que esta acima de toda a ideologia) que podemos, tal vez, estabelecer uma ciência – e boa ciência, aliás – do homem, ou dos homens. São coisas pequenas e cotidianas que NÃO SÃO CONSTRUÍDAS. São, aliás, CONSTANTES. Por exemplo: tenho certeza que não seria possível considerar os seis últimos mandamentos do decálogo como “socialmente construídos”, pois, do contrário, tenho absoluta certeza que se levado a execução da abolição dos seis últimos mandamentos ao nível global, é óbvio que o mundo seria imergido absolutamente no Caos informe.
Afirmo de novo, isso não é religião – ainda que estejam em muitas religiões -, mas faz parte de uma ORDEM IMORREDOURA, que transcende o limite dos séculos e dos milênios, ordenando a vida e definindo espaços de liberdade para o homem – já que a própria liberdade não é um princípio em si, pois se a liberdade fosse aplicada de maneira indefinida, ela tenderia a anular-se a si mesma, já que é óbvio que a absoluta liberdade do mais forte tenderia a anular a liberdade dos mais fracos. São estas ORDENS que são captadas pela LUZ NATURAL DA RAZÃO, e aplicadas de maneira constante na HISTÓRIA HUMANA. Não existe civilização possível sem coisas assim – Freud e Claude Lévi-Straus já afirmaram que culturas sem tabus são absolutamente inexistentes e materialmente impossíveis, e com isso é possível perceber que, sim, EXISTEM LEIS que não podem ser quebradas sem o preço vermos desmoronada a base da civilização. É isso que algumas pessoas não entendem.
Existem determinados grupos ou associações humanas que desejam ser chamado de “famílias”. No entanto a única que é uma família com dignidade acima de todos os outros arranjos, e que é feito para o homem e o homem é feito para ela, é aquela onde temos pai, mãe e filhos, já que esta constituição de família só não é possível – convenhamos – na eminência de uma tragédia, tragédia esta que DEVE ser evitada. Equalizar em dignidade este tipo de família com outros arranjos é um absurdo em si mesmo, e vai contra a razão. É, também, desumano!
Por tanto eu não estou aqui falando de leis positivas, e nem de religião, mas de conjunto de elementos intrínsecos de uma ordem natural. Não é religião, já que Platão, Aristóteles, Tomás de Aquino, Thomas Hobbes, Richard Hooker, Schelling, Kant, Edmund Russerl, Erich Voegeling, Russell Kirk etc. afirmaram a existência de “coisas permanentes” se valendo da FILOSOFIA. Para mim o conhecimento destas LEIS é a única razão, por exemplo, para se estudar história, pois é a única coisa que pode justificar a seguinte frase: “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la” – e aqui obviamente no sentido dos erros, já que repetir os acertos não é mal, não é? -, pois a História busca CONSTANTES, PRINCÍPIOS, LEIS, se não não seria possível nos valer de alguma edificação pessoal ao investigar ela, e não haveria razão para tanto, já que não retiraríamos daí nenhum bem. Sendo assim, por último, esta ORDEM é a única coisa que pode salvar e justificar a RAZÃO HUMANA, pois possibilita vermos aquilo que é e aquilo que não é, discriminando uma coisa e outra.












